O termo mediação deve ser
entendido como o elo intermediário entre o indivíduo e o meio. Quando feita
pelo OUTRO (adultos, professores, e outros com mais conhecimentos, designa-se
de mediação pedagógica. Quando feita pelos SIGNOS - dentre os quais o mais
importante é a linguagem, designa-se de mediação semiótica. Estas duas
dimensões não são independentes, nem excludentes, mas interdependentes e
acontecem ao mesmo tempo. Nesta perspetiva, a mediação não é nada menos do que uma prática de facilitação na
comunicação entre culturas diferentes ou iguais, ou seja, é um instrumento de integração e
coesão social. Em
Portugal, a mediação começa a sua trajetória nos anos 90, tendo um forte
impulso na última década a partir da realidade da imigração, quer por
instituições privadas e públicas, começando a ser visível a necessidade e algum
trabalho realizado aos níveis da mediação escolar, conflitos (associando aos
tribunais e Julgados de Paz, que não deverá ser restringida somente a estas
entidades), social e institucional.
Para Caetano, (2003), educar e mediar são sinónimos,
ou seja, “educar é sempre uma forma de mediar” (op. cit. p, 42) entre o
saber instituído e o saber experimental, entre a escola e os alunos, entre a
escola e a família, entre a escola e a comunidade, etc.
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