Desenvolvimento Local e Intervenção Educativa








 “A educação é o único caminho para emancipar o homem. Desenvolvimento sem educação é criação de riquezas apenas para alguns privilegiados.” (Leonel Brizola). Consultado a 21.03.2015, disponível em,


EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO: que tipo de relação existe?

A educação e desenvolvimento são dois conceitos que estabelecem entre si uma relação circular, uma vez que se encontram profundamente inter-relacionados numa relação intrínseca de causa/efeito:


O século XX marcou-se pela aposta na educação enquanto investimento no capital humano, bem como pelo facto de se reconhecer a importância e diversidade dos benefícios associados à educação, não só numa dimensão individual como também social, benefícios que podem ser medidos ao nível da saúde, da produtividade, da redução da desigualdade na distribuição de rendimento, da redução dos efeitos nefastos da pobreza, da contribuição para a democratização, da promoção da paz e da estabilidade, do aumento das preocupações com as questões ambientais, do aumento da competitividade económica. Estes e outros aspetos continuam a merecer a devida atenção por parte das organizações mundiais, nomeadamente a UNESCO e neste contexto realce-se os 4 pilares educacionais para o século XXI.


Os pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação onde se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de educação:

  1. aprender a conhecer, (2) aprender a fazer, (3) aprender a ser, (4) aprender a viver juntos.


Aprender a conhecer — compreender o mundo que nos rodeia; aprender a aprender

Aprender a fazer — saber pôr em prática os conhecimentos.

Aprender a viver juntos — responsabilidade por um mundo mais solidário. Corresponde a uma das tarefas essenciais da educação.

Aprender a ser — a educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa.

Neste contexto, podemo-nos referir à Educação como sendo " um processo educativo constante que favorece as relações interpessoais sociais, culturais, políticas e económicas entre o Norte e o Sul, e que promove valores e atitudes de solidariedade e justiça, que devem caracterizar uma cidadania global e responsável.

Consiste, em si mesma, num processo ativo de aprendizagem que pretende sensibilizar e mobilizar a sociedade para as prioridades do desenvolvimento humano sustentável".

"A conceção de desenvolvimento humano sustentável resulta da reflexão e do amadurecimento de várias abordagens das últimas décadas.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) adota o conceito de desenvolvimento humano, que começa a ser imediata e amplamente aceito nos meios académicos e nas organizações do terceiro setor.

Segundo PNUD, trata-se de um processo abrangente de expansão do exercício do direito de escolhas individuais em diversas áreas (económica, política, social e cultural). Algumas dessas escolhas são básicas para a vida humana. As opções por uma vida longa e saudável, ou por adquirir conhecimento, ou um padrão de vida decente, são fundamentais para os seres humanos, portanto o desenvolvimento humano é desenvolvimento das pessoas, pelas pessoas e para as pessoas.

Por outro lado o novo paradigma do desenvolvimento sustentável, contemplado no conceito do Relatório Brundtland (1987), afirma que se trata: “do desenvolvimento que atende as necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”, contempla dois conceitos chaves: necessidades e limitações, ou seja, as necessidades essenciais dos pobres do mundo devem receber a máxima prioridade, bem como a atenção à questão das limitações que o atual estágio de desenvolvimento da tecnologia e da organização social impõem ao meio ambiente, impedindo-o de atender as necessidades presentes e futuras.

O entendimento hoje de que precisamos avançar para este novo paradigma, contempla a compreensão de que o desenvolvimento sustentável tem múltiplos aspetos: ambiental, biológico, cultural, socioeconómicos, político e ético.

O debate sobre a interação entre as questões econômicas, sociais e ambientais chega forte ao interior das empresas, uma vez que a sua performance financeira passa a depender também da sua responsabilidade social e ambiental (...)".

Silvana Parente e Tania Zapata (s/d). Os novos paradigmas, a responsabilidade social, empresarial e o desenvolvimento local.

http://www.linagalvani.org.br/blog/os-novos-paradigmas-a-responsabilidades-social-empresarial-e-o-desenvolvimento-local/
Com base nas leituras efetuadas, explore o conceito de desenvolvimento local e aborde alguns princípios e práticas.

Desenvolvimento Local - Contextualização histórica

Sintetizando, Reis (1998b) considera o desenvolvimento local como "um impulso generoso, de carácter local e endógeno, assente na mobilização voluntária, cujo objetivo é originar ações com as quais se produzem sinergias entre agentes, tendo em vista qualificar os meios de vida e assegurar bem-estar social". Mais uma vez está subentendida a importância da educação na qual engloba o valor da cidadania. A educação e desenvolvimento são dois conceitos que estabelecem entre si uma relação circular, uma vez que se encontram profundamente inter-relacionados numa relação de causa/efeito, isto é, educação promove desenvolvimento; desenvolvimento promove educação.

De acordo com Barros, R.& Moreira, J. (2013), desenvolvimento local (DL) está relacionado com a Educação de Adultos (EA) e consequentemente com a participação da comunidade (…) e isto só é possível com cidadãos educados ao nível de diversos domínios, tais como: a educação para a cidadania, para o associativismo para a sua formação ao longo da vida, para a cooperação e solidariedade, para o ambiente, etc."

 (...) Para além do domínio dos conceitos, temos também de perceber como podemos operacionalizar estas dinâmicas de desenvolvimento (...)" Moreira, J. Fórum de discussão: contextualização histórica do desenvolvimento local.

Os principais componentes do desenvolvimento local devem estar orientados  para a comunidade. Os grupos de ação local devem ser compostos por representantes dos interesses socioeconómicos públicos e privados locais, como empresários e respetivas associações, autoridades locais, associações rurais ou de vizinhos, grupos de cidadãos (como minorias, terceira idade, homens/ mulheres, jovens, empresários, etc.), organizações comunitárias e voluntárias, etc.

Devem definir a área e a população abrangidas pela estratégia, incluir uma análise das necessidades e do potencial de desenvolvimento da área, incluindo uma análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats – [pontos positivos, pontos negativos, oportunidades e ameaças]); e descrever os objetivos e o carácter integrado e inovador da estratégia, incluindo metas de concretização ou resultados. As estratégias também devem incluir um plano de ação que demonstre a forma como os objetivos são traduzidos em projetos concretos, acordos de gestão e acompanhamento, bem como um plano financeiro.

Centros Locais de Aprendizagem da UAB (CLA)

 “ (…) Os Centros Locais de Aprendizagem são núcleos vocacionados para a promoção de atividades orientadas pelos princípios da Aprendizagem ao Longo da Vida e resultam da criação de parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil, procurando desenvolver uma intervenção, em termos culturais e educativos, enquadrada nas dinâmicas locais e de acordo com as especificidades da respetiva área de influência (…) “.

 ” (…) A crescente competitividade assente no conhecimento e nas preocupações com a empregabilidade leva à indispensabilidade de Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) e à procura de formação por parte dos cidadãos. É necessário transformar a ALV numa estratégia operativa, orientada para a diversificação das vias de qualificação dos cidadãos, sem esquecer a importância da aquisição de saberes fundamentais em contextos profissionais. Neste sentido, torna-se urgente definir uma estratégia de educação e formação de caráter preventivo e de longo prazo, “que se caracterize pela diversidade e complementaridade das ofertas e dos instrumentos de intervenção, salvaguardando a possibilidade de realização de percursos formativos de curta, média e longa duração, dotados de flexibilidade e intercomunicabilidade (…) ”. As mudanças necessárias no domínio da Educação exigem a integração de esforços de diferentes grupos sociais, que conduzam à identificação de novas vias de aprendizagem.

É necessário fomentar profundas mudanças na Educação de Pessoas Adultas, sendo prioritária a intervenção enquadrada nas dinâmicas locais e orientada para a aquisição de competências no uso das Tecnologias Digitais.

É fundamental diversificar as vias de comunicação entre os estudantes, os potenciais estudantes e a UAb, dando particular ênfase ao uso das TIC e da Internet nos processos de comunicação e aprendizagem.

Os CLA devem contribuir para a divulgação e concretização do projeto educativo da UAb, otimizando sinergias educativas e culturais (…) “

http://www2.uab.pt/newsletter/dd_detail.php?id=38&idArtigo=282


TEMA II
EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
SUMÁRIO
Conceções de «cidadania»: um conceito multidisciplinar.
Elementos de caracterização da educação para a cidadania: objetivos (pedagógicos), conteúdos e estratégias/métodos
A educação para a cidadania em contextos educativos não formais.
Principais fragilidades da cidadania na população adulta: causas e consequências.
_______________________________________
PLANO DE TRABALHO
1.      Auto-aprendizagem com base na leitura, análise e visualização dos recursos de aprendizagem disponibilizados. (13 a 19 de abril)
2.      Discussão. Decorre entre os dias  20 a 26 de abril entre todos os participantes da turma. O debate decorrerá no Fórum Educação para uma Cidadania Democrática (sala de aula virtual 2) do tema II.
3.      Auto-aprendizagem com base na leitura, análise e visualização dos recursos de aprendizagem disponibilizados. (27 de abril a 03 de maio)
4.      Discussão. Decorre entre os dias  04 a 10 de maio entre todos os participantes da turma. O debate decorrerá no Fórum Fragilidades da Cidadania (sala de aula virtual 3) do tema II.
5.    Atualização do e-portefólio. Com base nas leituras realizadas, nas pesquisas efetuadas e nas conclusões decorrentes do debate realizado nas salas de aula virtuais, edite e atualize o seu portefólio digital. (11 a 17 de maio).

Recurso1. Educação, Um Tesouro a Descobrir Recurso
Recurso2.Educação para a Cidadania Democrática Recurso
Recurso3. Educação para a Cidadania Recurso
Recurso4. Valores e Cidadania: a Coesão Social, a Construção Identitária e o Diálogo Intercultural

























Sem comentários:

Enviar um comentário