sexta-feira, 8 de maio de 2015

FRAGILIDADES DA CIDADANIA ADULTA


Cada vez se torna mais complexo o exercício da cidadania, esse exercício não se circunscreve somente à sociedade a que se pertence, hoje não estamos sós não podemos esquecer que fazemos parte duma “aldeia global”, onde as diferenças são muitas, que todas são válidas, e que, para além do dever de respeitar a multiculturalidade (todos diferentes, todos iguais). Portando devemos ser cidadãos responsáveis e atentos à preservação do meio ambiente, do planeta onde vivemos, porque se a natureza se “revoltar” é contra todos, não diferencia os ricos dos pobres, os mais inteligentes ou menos inteligentes, negros ou brancos, com ela (natureza) podemos tirar uma boa lição de cidadania como seres planetários – o tronco comum a qualquer ser humano.
O ser cidadão não requer idade, a partir da infância deve ser ensinada a cidadania. Para que cada um possa exercer viver a sua cidadania torna-se muito mais fácil quando se vive em democracia, não só a nível politico mas também nas diversas instituições, nomeadamente nas escolas.
A cidadania pressupõe diferentes dimensões: a nível pessoal – liberdade individual e o direito a um sistema de acesso às necessidades primárias, o nível cívico – requer condições e regras gerais de participação na decisão pública.
Segundo Augusto Santos Silva: A educação para a cidadania há-de ser pois, a educação para a complexidade e abertura e claro que a noção de deveres ou responsabilidades, lhe está inerente, deve gerar comportamentos sustentados, é necessário equilibrar o planeta, é preciso uma participação mais ativa por parte das mulheres, é necessária uma partilha positiva com os outros. A educação para a cidadania compreende o desenvolvimento de competências cognitivas, ética-afetivas e sociais

Fragilidades/ Sinais de alarme
Aumento da apatia política e da indiferença ideológica
Xenofobia
Intolerância
Absentismo eleitoral massivo
A Europa debate-se hoje com estes problemas e é em parte por isso que se quer reforçar a centralidade da educação na e para a cidadania em todos os níveis de ensino. É necessário um espaço público em que a cidadania ganha sentido e efeito. As instituições escolares adotam na sua maioria práticas pedagógicas aproximadas aos valores e competências constitutivas da cultura cívica democrática. Uma prática construída em torno da cidadania, quer dizer implicação ativa das crianças e da sua formação para e nos valores da cultura e participação democráticas. É fundamental a abertura da escola à comunidade local e da comunidade local à escola.
Vivemos hoje mergulhados em inúmeras perplexidades perante o risco de exaustão dos modelos clássicos de organização económica e política. Os cidadãos estão desiludidos afastam-se e desinteressam-se do debate público e até da participação cívica. Os sistemas de democracia representativa revelam grandes fragilidades onde ainda há poucos anos pareciam fortes e irreversíveis. Perante o comum dos cidadãos, a política tornou-se uma actividade suspeita, sinónimo de oportunismo e de corrupção, onde antes era fonte de respeito e de prestígio. É, pois, fundamental repensar estas temáticas, procurando diagnosticar alguns dos desafios com que hoje nos deparamos a este respeito.

 Como já mencionaram algumas colegas uma das principais fragilidades está relacionada com o aumento da apatia politica e a indiferença ideológica, muitos deixam de acreditar nos aspetos fundamentais da cidadania e abandonam a sua própria identidade, e esta questão leva a outra fragilidade a do absentismo porque muitos indivíduos deixam de acreditar nos procedimentos democráticos. A abstenção mostra a não participação dos indivíduos na vida pública. A desinformação dos cidadãos também poderá ser um dos fatores que leva ao absentismo. Cada vez é mais importante estar informado sobre tudo o que nos rodeia. Para que possamos evoluir ao mesmo tempo que as tecnologias. Eu vejo na empresa onde trabalho à alguns anos atrás tínhamos fortes comissões de trabalhadores que estavam sempre na linha da frente para ajudar os colegas. Hoje praticamente não existem! E cá temos: a desilusão; a apatia; o medo; todos eles bem presentes.

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