DESENVOLVIMENTO LOCAL
Segundo Roque
Amaro o Desenvolvimento Local apresenta-se como um sistema de mudança com base
na comunidade e impacto sobre a mesma. Implica uma participação ativa na
resolução das necessidades constatadas localmente, com os recursos da
comunidade local e só através de uma lógica de parceria constroém-se respostas
integradas e sustentáveis (Amaro, 2004).
Definido de
forma simplista podemos dizer que é um processo de mudanças, ao nível
territorial, cujo objetivo é a contínua melhoria da qualidade de vida dos seus
residentes.
Este complexo
conceito engloba características como: a prosperidade económica; a inclusão
social; a boa governação (governo a trabalhar em prol da sociedade); a
sustentabilidade ambiental; a mobilização social (pró-atividade social em prol
do bem-estar comum).
Ainda referindo
Roque Amaro o Desenvolvimento Local apresenta-se como um sistema de mudança com
base na comunidade e impacto sobre a mesma. Implica uma participação ativa na
resolução das necessidades constatadas localmente, com os recursos da
comunidade local e só através de uma lógica de parceria constroém-se respostas
integradas e sustentáveis (Amaro, 2004).
É necessário e
urgente promover o desenvolvimento local ”com a” população local e não “para a”
população local. Ou seja, este deverá ser um processo integrado, em que
participam todos os protagonistas locais (como o governo, as autoridades
locais, a sociedade civil, o setor privado, instituições académicas, etc).
Um dos grandes
desafios da promoção do desenvolvimento local é “que a questão da cidadania se
conjugue no registo da desresponsabilização do Estado e da correspondente
hiper-responsabilização dos indivíduos, bem como tendências para que a utopia
emancipatória inscrita na noção de projecto se transforme numa projectocracia e
para que a contribuição da educação para o desenvolvimento conduza tanto à
instrumentalização da educação como a uma definição de desenvolvimento pensada
exclusivamente em torno de uma ideologia dos recursos humanos onde a
problemática da relação social e da sociabilidade é sistematicamente
desqualificada. (Caramelo, 2007:1)
Não podemos
esperar que o Estado tenha um papel “paternalista” e que negue a oportunidade
do indíviduo de desenvolver uma cidadania pró-ativa na sua comunidade.
CARAMELO J. & Correia J. A.
(2007) Educação e Desenvolvimento Local: linhas gerais para um programa de
reflexão
AMARO R.R. (2004) A Animar
Nos Caminhos e Desafios do Desenvolvimento Local em Portugal,Contributo para a História do Desenvolvimento Local em Portugal, Animar,
consulta em
http://www.zoom.org.pt/equalificacao/src_cdroms/novos_conceitos_praticas/recursos_complementares/Livro_Animar.pdf

Sem comentários:
Enviar um comentário