terça-feira, 21 de abril de 2015

PRÁTICAS EDUCATIVAS NÃO-FORMAIS


A educação não-formal apresenta-se como sendo um campo de conhecimento em construção e um processo com várias dimensões tais como: a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos; a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades; a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, orientadas para a solução de problemas coletivos e do quotidiano; a aprendizagem de conteúdos que possibilitem aos indivíduos fazerem uma leitura do mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor; a educação desenvolvida nos média e pela média, em especial a eletrónica etc.

A educação não-formal é muitas vezes confundida com educação informal. Importa portanto distinguir e demarcar as diferenças entre estes conceitos, não deixando de referir também as características da educação formal:

A educação formal
Desenvolvida nas escolas, com conteúdos previamente demarcado.
A educação informal
Desenvolvida durante o processo de socialização - na família, bairro, clube, amigos etc. É carregada de valores e culturas próprias, de pertença e sentimentos herdados.
A educação não-formal
É aquela que se aprende "no mundo da vida", através de processos de partilha de experiências, principalmente em espaços e ações coletivas e quotidianas.
Os resultados não são esperados, simplesmente acontecem a partir do desenvolvimento do senso comum nos indivíduos, senso este que orienta suas formas de pensar e agir espontaneamente.

 

Algumas Características da Educação Não-Formal: Metas, Lacunas e Metodologias

A seguir listamos algumas características que a educação não formal pode atingir em termos de metas. Consideramos estas metas como um campo a ser desenvolvido pela Pedagogia Social:

  • Aprendizado quanto a diferenças - aprende-se a conviver com demais. Socializa-se o respeito mútuo; ao outro, trabalha o "estranhamento";
  • Adaptação do grupo a diferentes culturas, e o indivíduo
  • Construção da identidade coletiva de um grupo;
  • Balizamento de regras éticas relativas às condutas aceitáveis socialmente.
    O que falta na educação não-formal:

  • Formação específica a educadores a partir da definição de seu papel e atividades a realizar;
  • Definição de funções e objetivos de educação não formal;
  • Sistematização das metodologias utilizadas no trabalho cotidiano;
  • Construção de instrumentos metodológicos de avaliação e análise do trabalho realizado;
  • Construção de metodologias que possibilitem o acompanhamento do trabalho realizado;
  • Construção de metodologias que possibilitem o acompanhamento do trabalho de egressos que participaram de programas de educação não formal;
  • Criação de metodologias e indicadores para estudo e análise de trabalhos da educação não formal em campos não sistematizados. Aprendizado gerados pela vontade do recetor;
  • Mapeamento das formas de educação não-formal na auto-aprendizagem dos cidadãos (principalmente jovens no campo da auto-aprendizagem musical).
http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000092006000100034&script=sci_arttext

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